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Intestino: Por que ele é tão fundamental para a nossa saúde?

Você sabia que o nosso intestino é habitado por trilhões de bactérias? Depois de anos se debruçando sobre a presença desses microrganismos no nosso corpo, a comunidade científica mostrou como o intestino é fundamental para manutenção geral da nossa saúde. De infecções a até mesmo tumores, temos estudos que mostram como a flora intestinal pode influenciar na prevenção e no tratamento de algumas doenças. Mas antes de chegarmos aqui, um longo caminho foi percorrido, não só pela ciência. Quem nunca ouviu a mãe ou a avô ficar horrorizada por causa das palavras “bactérias”, “fungos” e “microrganismos”? Não é de se estranhar já que muitos desses microrganismos causaram danos à humanidade, doenças como cólera, tétano e difteria são alguns exemplos.

A consciência de que devemos lavar as mãos como forma de higienização ou até mesmo os cuidados que tomamos para evitarmos uma infecção através de uma lesão ou ferimento, não estiveram presentes na vida dos nossos antecessores como estão presentes na nossa. Durante o século XIX, a expectativa de vida era baixa, muitas pessoas morriam sem saber o motivo, independentemente da idade. Não existia saneamento básico e os tratamentos médicos eram tão precários que, pra você ter ideia, os profissionais de saúde não tinham noção de que precisavam lavar os jalecos e consideram “bonito” usá-lo sujo de sangue.

Em paralelo a todo esse caos, tínhamos Pasteur estudando sobre os processos de fermentação do vinho e da cerveja. Em 1864, o cientista descobriu que a transformação que ocorria durante o processo de produção de bebidas alcoólicas (bolhas, calor e a formação de álcool) era feita por microrganismos que existiam no ar. Anos mais tarde, estudiosos encontraram uma interessante relação entre alguns desses microrganismos: a maioria das doenças referentes à alta mortalidade no mundo era causada por esses seres microscópicos que viviam entre nós.

Com a descoberta de que os microrganismos eram os “culpados” pelas mortes provenientes das doenças da época, os cientistas e a população demonizavam os microrganismos. Foi quando Pasteur descobriu os antibióticos e a pasteurização. A higienização somada aos antibióticos e o saneamento das cidades fizeram com que a mortalidade infantil caísse e a expectativa de vida aumentasse consideravelmente. De qualquer forma, não podemos esquecer que foram anos de avanço da ciência contra as bactérias e os fungos. Portanto, além de passarmos gerações considerando os microrganismos verdadeiros vilões, esquecemos também de que a maioria deles podem ser benéficos ao nosso corpo, já que vivemos em simbiose com trilhões deles.

Agora, o que estávamos fazendo com nossos companheiros ao matarmos os demais?


Quando tomamos um antibiótico, além de aniquilarmos o causador da doença, matamos toda a flora microbiana que existe no nosso órgão que geralmente se encontra em perfeita harmonia - 0 intestino.


As bactérias que vivem nele são cruciais para processos metabólicos, fisiológicos e imunológicos. Fora isso, não podemos esquecer que com todo esse avanço da ciência em prol da destruição dos patógenos somado a uma alimentação pobre em vegetais e rica em produtos industrializados, nossa microbiota do intestino já se encontra de mal a pior.

Falando assim parece um caminho sem volta, mas calma... Certamente você já escutou que “somos o que comemos” e eu te digo uma coisa: isso é cada vez mais verdade! As variedades de bactérias que vão morar no nosso intestino dependem do que nos alimentamos durante toda a nossa vida. Se você é uma pessoa que sempre se alimentou de vegetais e produtos fermentados, evitou alimentos processados cheios de conservantes, sais e produtos químicos, é certo que sua microbiota é muito melhor do que pessoas que se alimentam de forma errada.


Vocês já repararam como a humanidade está cada vez mais depressiva, obesa, ansiosa e cheia de problemas imunológicos, como alergias e doenças autoimunes? Será que isso tudo está relacionado com o fato de não cuidarmos da nossa microbiota?


A ciência está cada vez mais perto de responder essa pergunta. E a resposta é afirmativa, ou seja, as doenças do século XXI estão sim relacionadas com o fato de nos alimentarmos mal e nos enchermos de medicamentos, como consequência temos um intestino povoado por bactérias “do mal” e por isso nossos processos bioquímicos, que deveriam estar funcionando de uma forma correta, estão completamente desregulados.


Enquanto a ciência não bate o martelo e a indústria alimentícia se aproveita disso para continuar nos matando lentamente, eu não só faço questão de disseminar a importância dos probióticos, microrganismos que são extremamente benéficos ao nosso corpo e que habitam o intestino de pessoas saudáveis, como também quero te convidar a fazer parte do nosso grupo de fermentadores. Vamos espalhar essa ideia juntos e modificar um pouco essa situação, pois o mundo precisa de gente como nós! Mudando nossa alimentação, mudamos nossa microbiota e assim mudamos nossa vida.


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